A enxertia nos grandes lábios é um procedimento da cirurgia íntima feminina realizado para aumentar o volume dessa região utilizando gordura retirada do próprio corpo da paciente. A técnica pode ser indicada quando existe perda de volume, flacidez ou alteração do contorno dos grandes lábios, situações que podem ocorrer com o envelhecimento, emagrecimento, alterações hormonais ou características individuais.
O procedimento é planejado de maneira personalizada, considerando a anatomia da região íntima, a quantidade de gordura disponível e as queixas apresentadas durante a consulta.
A enxertia nos grandes lábios, também chamada de lipoenxertia dos grandes lábios, consiste na utilização da própria gordura da paciente para preencher e aumentar o volume da região.
Primeiro, uma pequena quantidade de gordura é retirada de uma área doadora, como abdômen, flancos ou coxas. Esse tecido passa por um processo de preparo e, posteriormente, é aplicado cuidadosamente nos grandes lábios.
A quantidade utilizada depende da anatomia e do objetivo definido para cada paciente.
A indicação é individualizada. O procedimento pode ser considerado principalmente quando a paciente apresenta:
A decisão de realizar a cirurgia deve ocorrer após avaliação médica, já que nem toda alteração dos grandes lábios necessita de enxertia.
Assim como outras regiões do corpo, a vulva também passa por modificações ao longo da vida.
O envelhecimento pode provocar alterações na quantidade e na distribuição da gordura existente nos grandes lábios. Mudanças hormonais também podem influenciar a qualidade dos tecidos.
Além disso, oscilações importantes de peso podem modificar o volume da região. Algumas mulheres, por outro lado, apresentam naturalmente grandes lábios com menor quantidade de tecido adiposo.
Por isso, não existe um único padrão considerado adequado para a anatomia íntima feminina.
O procedimento começa com a retirada de gordura de uma região previamente escolhida do corpo.
Essa retirada é realizada por meio de uma pequena lipoaspiração. Depois, a gordura é preparada para que possa ser utilizada na região íntima.
O cirurgião então distribui o tecido nos grandes lábios de acordo com o planejamento realizado anteriormente.
A aplicação precisa ser cuidadosa para respeitar a anatomia local e proporcionar uma distribuição equilibrada do volume.
Sim. Uma das características da enxertia é justamente utilizar tecido adiposo da própria paciente.
A gordura pode ser retirada do abdômen, flancos, coxas ou de outra região que apresente quantidade suficiente para a realização do procedimento.
A definição da área doadora acontece durante o planejamento cirúrgico.
Não necessariamente.
Depois da enxertia, uma parte da gordura pode ser absorvida pelo organismo durante o processo de recuperação. A quantidade que permanece varia entre as pacientes.
Por esse motivo, a evolução do volume não pode ser prevista de maneira exatamente igual para todas as pessoas.
O cirurgião acompanha essa evolução durante as consultas de pós operatório.
O aumento de volume pode contribuir para modificar a aparência de grandes lábios que apresentam esvaziamento e flacidez.
Entretanto, é necessário entender qual é a principal alteração presente.
Quando existe excesso significativo de pele, por exemplo, somente acrescentar volume pode não ser suficiente. Nesses casos, outras técnicas de cirurgia íntima podem ser avaliadas.
A escolha depende da anatomia e das necessidades de cada paciente.
Não.
A enxertia nos grandes lábios tem como objetivo acrescentar volume à região utilizando gordura da própria paciente.
A labioplastia geralmente está relacionada ao tratamento dos pequenos lábios quando existe excesso de tecido, assimetria ou desconforto associado à anatomia local.
São procedimentos diferentes, embora possam fazer parte do mesmo planejamento cirúrgico quando houver indicação.
Sim. Dependendo das características da paciente, a enxertia pode ser realizada juntamente com outros procedimentos da cirurgia íntima feminina.
Entre as possibilidades estão a labioplastia, a capuchoplastia e outras técnicas destinadas ao tratamento de alterações específicas da vulva.
A associação não é necessária para todas as pacientes. O planejamento deve considerar quais estruturas realmente precisam ser tratadas.
Nos primeiros dias podem ocorrer inchaço, sensibilidade e alterações temporárias no aspecto da região.
O médico orientará os cuidados de higiene, o uso de roupas adequadas e o período necessário antes da retomada de atividades físicas e relações sexuais.
Também é importante cuidar da área utilizada para retirada da gordura.
O tempo de recuperação varia conforme a extensão do procedimento, as cirurgias eventualmente associadas e a resposta individual de cada organismo.
A região pode apresentar inchaço nas primeiras semanas, o que dificulta avaliar o volume nesse período.
Conforme o edema diminui e os tecidos passam pelo processo de recuperação, o contorno dos grandes lábios pode ser observado com maior clareza.
Como parte da gordura enxertada pode ser absorvida pelo organismo, o acompanhamento ao longo dos meses é importante para avaliar a evolução.
A indicação depende do tipo de alteração apresentada e do que está causando o incômodo.
Durante a consulta, o cirurgião plástico avalia o volume dos grandes lábios, a qualidade da pele, possíveis assimetrias, a anatomia das demais estruturas da vulva e a disponibilidade de gordura para enxertia.
Essa avaliação também permite verificar se a enxertia isoladamente atende à necessidade da paciente ou se outra técnica pode ser mais apropriada.
A anatomia íntima feminina apresenta muitas variações consideradas normais. Por isso, o objetivo da consulta não é estabelecer um padrão estético, mas compreender a queixa da paciente e avaliar quais possibilidades podem ser consideradas para cada caso.
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