Seja por questões estéticas, de saúde ou por decisão pessoal, muitas mulheres têm buscado essa cirurgia como forma de resgatar a naturalidade, adaptar-se a novas fases da vida ou tratar alterações associadas ao uso dos implantes.
O explante é indicado para qualquer mulher que tenha implantes mamários e deseje removê-los — temporária ou definitivamente. As razões são variadas e podem incluir:
Em casos bem selecionados, é possível realizar o explante, aguardar a retração natural da pele por alguns meses e, posteriormente, optar por colocar novas próteses — o que pode evitar a necessidade de uma mastopexia ou permitir que ela seja feita com cicatrizes menores e resultados mais previsíveis.
A remoção pode ser feita de diferentes formas, dependendo do estado da cápsula ao redor da prótese e das características da mama:
O material retirado, quando indicado, é enviado para análise anatomopatológica para investigação de alterações microscópicas ou malignidades.
A mama sofrerá alterações visíveis após a retirada das próteses. O volume será reduzido e, dependendo do tempo de uso dos implantes, do tamanho da prótese e da qualidade da pele, pode haver flacidez, perda de projeção e queda da mama.
No pós-operatório imediato, o excesso de pele e a alteração no formato podem parecer mais evidentes, mas a pele tem capacidade de retração progressiva ao longo de semanas ou meses. Em alguns casos, esse resultado se torna aceitável sem necessidade de cirurgia complementar.
Quando a flacidez for excessiva, pode ser indicada a mastopexia (lifting mamário) associada ao explante, para reposicionar o tecido e retirar o excesso de pele. Caso a paciente deseje recuperar parte do volume mamário de forma natural, a lipoenxertia (enxerto de gordura autóloga) é uma possibilidade.
No entanto, o enxerto deve ser feito em volumes controlados, preferencialmente em etapas (lipoenxertia seriada), para garantir melhor integração da gordura e reduzir riscos de complicações como cistos oleosos ou necrose gordurosa. Pacientes com baixo percentual de gordura corporal podem não ser candidatas ideais para esse procedimento.
O pós-operatório segue orientações semelhantes às cirurgias de mastopexia ou mamoplastia:
O retorno às atividades físicas e à rotina normal será gradual, sempre com o aval do cirurgião plástico.
O valor do explante depende de uma série de fatores, como complexidade do caso, necessidade ou não de capsulectomia, associação com mastopexia ou lipoenxertia, custos hospitalares e honorários da equipe médica.
Cada paciente deve ser avaliada individualmente em consulta para definição do plano cirúrgico e apresentação de um orçamento personalizado, com transparência e clareza.
Na consulta inicial, a paciente é ouvida com atenção, avaliada fisicamente, e orientada sobre as melhores opções para o seu caso. Exames de imagem podem ser solicitados (como ultrassonografia ou ressonância magnética) para avaliar a integridade dos implantes e da cápsula ao redor.
A decisão final será sempre compartilhada entre a paciente e a cirurgiã, respeitando os desejos pessoais e a segurança cirúrgica.
A escolha do profissional deve ir além da técnica: busque um(a) cirurgião(ã) plástico(a) certificado(a), com experiência em cirurgias de mama, que transmita confiança, segurança e acolhimento.
O explante é um momento delicado e íntimo, e merece ser conduzido com empatia, escuta ativa e cuidado integral com o corpo e com a história da mulher.
Dúvidas Frequentes
O explante mamário é a cirurgia realizada para retirar as próteses de silicone das mamas. O procedimento pode incluir ou não a remoção da cápsula fibrosa que se forma naturalmente ao redor do implante, dependendo da indicação médica e das características de cada paciente.
As razões variam de acordo com cada mulher. Entre as mais comuns estão desconforto com as próteses, mudança de estilo de vida, contratura capsular, ruptura do implante, desejo de um aspecto mais natural ou orientações médicas específicas.
Sim. Quando realizado por um cirurgião plástico habilitado e em ambiente adequado, o explante é considerado um procedimento seguro. Antes da cirurgia, são solicitados exames para avaliar as condições de saúde da paciente e minimizar riscos.
Nem sempre. A retirada da cápsula, chamada capsulectomia, é indicada em situações específicas, como contratura capsular importante, alterações da cápsula ou outros achados clínicos. A decisão é individualizada após avaliação médica detalhada.
O resultado depende de fatores como tamanho da prótese, qualidade da pele, elasticidade dos tecidos e tempo de uso do implante. Em alguns casos, pode haver flacidez ou perda de volume, sendo possível associar procedimentos como mastopexia para melhorar o contorno das mamas.
Sim. Geralmente, o cirurgião utiliza as cicatrizes já existentes da cirurgia anterior. Caso seja necessária uma mastopexia associada, podem existir cicatrizes adicionais, sempre planejadas para proporcionar o melhor resultado possível.
A recuperação costuma variar entre as pacientes. É comum apresentar inchaço, sensibilidade e desconforto leve nos primeiros dias. O retorno às atividades cotidianas acontece gradualmente, conforme orientação médica, enquanto exercícios físicos exigem um período maior de restrição.
Não. O explante pode ser realizado sem substituição do implante. Algumas pacientes optam apenas pela retirada, enquanto outras escolhem trocar por uma nova prótese ou associar técnicas para remodelar as mamas. A melhor conduta é definida de acordo com os objetivos e expectativas individuais.
Para você que mora no interior de BH, em outro estado ou país, existe a opção de agendar sua consulta online. Estamos aqui para te receber com acolhimento e profissionalismo.
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