Depois de emagrecer, é comum perceber que as mamas perderam volume e ficaram mais flácidas ou caídas. Isso acontece porque a redução de peso pode diminuir o tecido gorduroso das mamas, enquanto a pele que foi distendida anteriormente nem sempre acompanha essa mudança na mesma proporção.
Quando essa alteração incomoda, a mastopexia é uma das cirurgias que podem ser avaliadas. Dependendo do volume mamário existente e do objetivo da paciente, o planejamento pode ser feito sem prótese, com prótese ou associado à redução de tecido mamário.
As mamas são formadas por diferentes tecidos, incluindo glândula, gordura e pele.
Durante o ganho de peso, pode ocorrer aumento do volume mamário e distensão da pele. Quando existe emagrecimento, parte desse volume diminui.
Se a pele e os tecidos perderam capacidade de sustentação, a mama pode apresentar uma aparência mais vazia ou caída.
Quanto maior a variação de peso, mais perceptíveis essas mudanças podem se tornar em algumas pacientes.
A avaliação não considera apenas o tamanho das mamas.
O cirurgião observa características como posição das aréolas e dos mamilos, quantidade e qualidade da pele, volume mamário existente, distribuição desse volume, assimetrias entre as mamas e relação entre a mama e o tórax.
Essas informações ajudam a identificar o que mudou depois do emagrecimento e quais possibilidades cirúrgicas podem ser discutidas.
Quando existe queda das mamas, a cirurgia frequentemente considerada é a mastopexia.
O procedimento permite reposicionar os tecidos mamários e retirar o excesso de pele de acordo com a anatomia e o planejamento de cada paciente.
Mas saber que existe indicação para mastopexia ainda não responde a outra pergunta importante: será necessário utilizar prótese?
Sim.
Quando a paciente possui tecido mamário suficiente e não deseja acrescentar um implante, pode ser avaliada a possibilidade de realizar uma mastopexia sem prótese.
Nesse planejamento, os próprios tecidos da mama são utilizados para reorganizar o formato mamário.
A quantidade e a qualidade desses tecidos são importantes para determinar o que pode ser feito em cada caso.
Nesse caso, a avaliação muda.
Algumas pacientes apresentam não apenas flacidez e excesso de pele, mas também uma redução importante do conteúdo mamário.
Se existe desejo de recuperar ou acrescentar volume, a mastopexia com prótese pode entrar entre as possibilidades discutidas durante a consulta.
A prótese, porém, não é obrigatória em toda mama que ficou vazia após o emagrecimento.
Essa é uma dúvida importante.
Quando existe excesso significativo de pele e queda da mama, colocar apenas uma prótese pode não tratar adequadamente a flacidez existente.
O implante acrescenta volume, enquanto a mastopexia é a cirurgia direcionada ao reposicionamento dos tecidos e ao tratamento do excesso de pele.
Por isso, é necessário diferenciar perda de volume de queda mamária.
A decisão depende principalmente da anatomia atual e do que a paciente deseja em relação ao volume.
Mastopexia sem prótese: pode ser avaliada quando existe tecido mamário que permita o planejamento sem necessidade de implante e a paciente não deseja acrescentar volume com prótese.
Mastopexia com prótese: pode ser considerada quando, além de tratar a queda, existe indicação e desejo de acrescentar volume utilizando um implante.
Não existe uma alternativa que seja automaticamente melhor para todas as pacientes.
Nem toda paciente apresenta perda importante de volume.
Algumas emagrecem, mas continuam com mamas volumosas, pesadas e caídas.
Nessas situações, pode ser avaliada uma mamoplastia redutora, na qual o planejamento envolve reduzir o volume mamário e tratar o excesso de pele.
A escolha entre mastopexia e mamoplastia redutora depende, entre outros fatores, da quantidade de tecido existente e do objetivo em relação ao tamanho das mamas.
Não exatamente.
As duas podem envolver reposicionamento da mama e retirada de pele, mas o objetivo em relação ao volume é diferente.
Na mastopexia, o foco principal está no tratamento da queda e reorganização da mama.
Na mamoplastia redutora, existe também a intenção de diminuir o volume mamário.
Na prática, o planejamento precisa considerar cada anatomia individualmente.
Depois de uma perda de peso expressiva, as alterações podem ser mais extensas.
Além da queda das mamas, pode existir grande excesso de pele, perda importante de volume e flacidez envolvendo regiões próximas ao tórax.
Nesses casos, a avaliação precisa considerar não apenas as mamas isoladamente, mas a distribuição do excesso de pele e as características do contorno corporal.
O planejamento pode ser diferente daquele realizado em uma paciente que apresentou uma variação menor de peso.
Mais importante do que perseguir um número específico é avaliar o contexto da paciente e a estabilidade do peso.
Se ainda existe uma perda significativa de peso planejada, novas alterações no volume das mamas e na quantidade de pele podem acontecer depois da cirurgia.
Por isso, o momento adequado para operar deve ser discutido individualmente com o cirurgião plástico.
Mudanças importantes de peso podem continuar modificando as mamas mesmo depois de uma cirurgia.
Uma nova perda significativa de peso pode diminuir o volume e alterar novamente a relação entre pele e conteúdo mamário.
Da mesma forma, ganho de peso e gestação também podem modificar as mamas ao longo do tempo.
Esse é um dos motivos para conversar sobre estabilidade de peso e planos futuros durante a consulta.
Cirurgias destinadas a tratar mamas caídas geralmente precisam retirar excesso de pele e reposicionar tecidos. Por isso, existem cicatrizes.
O formato e a extensão dependem da quantidade de pele, do grau de queda e da técnica planejada.
Conforme o caso, as cicatrizes podem ficar ao redor da aréola, incluir uma extensão vertical e, em determinadas situações, também seguir o sulco abaixo da mama.
O cirurgião deve explicar previamente qual desenho pode ser necessário para aquela anatomia.
Depois do emagrecimento, não basta perguntar apenas se é necessário colocar prótese.
É preciso avaliar quanto volume permaneceu, quanto excesso de pele existe, onde está posicionada a mama e qual tamanho a paciente deseja ter.
A partir dessa combinação, podem ser discutidas possibilidades como mastopexia sem prótese, mastopexia com prótese, mamoplastia redutora e outros planejamentos para pacientes após grandes perdas de peso.
O primeiro passo é avaliar como as mamas ficaram depois da perda de peso e definir o que você deseja modificar.
Para algumas pacientes, preservar o próprio volume e retirar o excesso de pele é prioridade. Outras desejam recuperar parte do volume perdido. Há ainda mulheres que continuam com mamas grandes e querem reduzi-las.
Por isso, mamas caídas depois do emagrecimento não levam todas à mesma cirurgia.
A consulta permite diferenciar queda, perda de volume e excesso de tecido e, a partir disso, discutir se o planejamento pode envolver mastopexia sem prótese, mastopexia com prótese ou mamoplastia redutora.
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