Sim. O explante mamário pode ser uma das opções consideradas em casos de contratura capsular, principalmente quando a alteração provoca endurecimento, dor, mudança no formato da mama ou quando a paciente não deseja permanecer com implantes. Entretanto, retirar definitivamente as próteses não é a única possibilidade. A conduta depende do grau da contratura, das condições da cápsula, do implante, dos tecidos mamários e dos objetivos de cada paciente.
Em algumas situações, pode ser considerada a retirada da prótese e colocação de um novo implante. Em outras, a paciente pode optar pelo explante sem substituição da prótese.
Após a colocação de uma prótese de silicone, o organismo forma naturalmente uma camada de tecido cicatricial ao redor do implante, chamada cápsula.
Essa formação faz parte da resposta normal do corpo à presença da prótese e, na maioria das pacientes, não causa problemas.
A contratura capsular ocorre quando essa cápsula se torna mais espessa e se contrai ao redor do implante. Dependendo da intensidade, a mama pode ficar mais firme, endurecida, dolorida ou apresentar alterações no formato e na posição aparente da prótese.
Não.
A presença de contratura capsular não significa automaticamente que a prótese precisa ser retirada definitivamente.
Existem diferentes graus de contratura, e a conduta deve considerar os sintomas e as alterações encontradas durante a avaliação.
Casos com poucas manifestações podem ter uma abordagem diferente daqueles em que a paciente apresenta endurecimento importante, dor ou deformidade da mama.
Por isso, primeiro é necessário entender o que está acontecendo com a cápsula, com o implante e com os tecidos mamários.
O explante pode entrar no planejamento quando existe indicação de uma nova cirurgia e a paciente deseja retirar os implantes em vez de substituí-los.
Algumas situações que podem levar a essa decisão incluem:
A decisão não depende apenas da contratura. O desejo da paciente em relação às próteses também é uma parte importante do planejamento.
Sim, dependendo do caso.
Quando a paciente deseja continuar utilizando implantes, o tratamento cirúrgico pode envolver uma abordagem da cápsula e a colocação de uma nova prótese.
A estratégia utilizada depende das características encontradas durante a avaliação e do histórico da paciente.
Portanto, existem duas decisões diferentes: tratar a contratura capsular e decidir se haverá ou não uma nova prótese.
A retirada definitiva do implante é uma possibilidade, mas não uma obrigação em todos os casos.
A abordagem da cápsula precisa ser individualizada.
Dependendo de suas características, o cirurgião pode avaliar diferentes formas de tratamento. Em determinados casos, pode ser indicada a retirada parcial ou mais ampla desse tecido, procedimento conhecido como capsulectomia.
Isso não significa que toda cirurgia de explante precise obrigatoriamente remover toda a cápsula.
A decisão considera fatores como espessura, aspecto do tecido, grau da contratura, condições do implante e achados clínicos ou de exames.
Não.
O explante mamário corresponde à retirada da prótese. A capsulectomia corresponde à retirada cirúrgica de parte ou da totalidade da cápsula formada ao redor do implante.
Os procedimentos podem ser realizados na mesma cirurgia quando existe indicação, mas representam etapas diferentes.
Essa distinção é importante porque muitas pacientes chegam à consulta acreditando que retirar uma prótese significa necessariamente retirar toda a cápsula.
A necessidade e a extensão da capsulectomia devem ser definidas individualmente.
A aparência das mamas depois da retirada das próteses depende de diversos fatores.
Entre eles estão o volume dos implantes, quantidade de tecido mamário existente, qualidade e elasticidade da pele, tempo de uso das próteses, presença de flacidez e mudanças que ocorreram ao longo dos anos.
Depois do explante, algumas pacientes podem apresentar excesso de pele ou queda das mamas.
Por isso, antes da cirurgia é importante avaliar não apenas a retirada do implante, mas também como os tecidos poderão se comportar sem o volume proporcionado pela prótese.
Pode.
Quando existe flacidez ou excesso de pele, uma mastopexia pode ser considerada para reposicionar os tecidos mamários após a retirada das próteses.
Entretanto, nem toda paciente que realiza explante precisa de mastopexia.
A indicação depende das características da mama e do objetivo da paciente. Em alguns casos, o explante pode ser realizado isoladamente. Em outros, a associação com uma cirurgia para remodelar as mamas pode fazer parte do planejamento.
Quando uma nova prótese é colocada, existe possibilidade de formação de uma nova contratura capsular.
Ter apresentado contratura anteriormente é uma informação relevante para o planejamento da nova cirurgia e para o acompanhamento posterior.
Isso não significa que a alteração necessariamente voltará a acontecer.
Quando a paciente realiza o explante e permanece sem implantes, deixa de existir a mesma relação entre uma prótese mamária e a formação de uma cápsula ao redor dela.
A escolha depende tanto das condições clínicas quanto do que a paciente deseja para suas mamas.
Uma paciente com contratura capsular pode querer manter o volume proporcionado pelas próteses e considerar sua substituição. Outra pode aproveitar a necessidade de uma nova abordagem cirúrgica para retirar os implantes e permanecer sem silicone.
Durante a avaliação, é importante analisar:
Essas informações ajudam a definir quais possibilidades podem ser consideradas.
Uma mama que se tornou progressivamente mais endurecida, dolorida ou diferente da outra merece avaliação, especialmente quando essas mudanças surgem algum tempo depois da colocação das próteses.
O diagnóstico de contratura capsular deve ser feito a partir da avaliação médica e, quando necessário, complementado por exames.
Quando existe indicação de tratamento cirúrgico, o explante mamário pode ser uma das alternativas para pacientes com contratura capsular, principalmente para aquelas que não desejam colocar uma nova prótese. A decisão entre retirar o implante, substituí-lo e abordar ou não a cápsula deve fazer parte de um planejamento individualizado.
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