Uma mama com prótese que ficou diferente da outra deve ser avaliada quando a mudança é recente, progressiva ou acompanhada de outros sinais, como endurecimento, dor, inchaço ou alteração na posição da prótese. Pequenas assimetrias entre as mamas são comuns e podem existir antes mesmo da cirurgia, mas uma diferença que surgiu depois de um período de estabilidade merece investigação.
Nem toda mudança significa que existe um problema com o implante. Alterações dos próprios tecidos mamários, variações de peso, gravidez, envelhecimento e características da cicatrização também podem modificar o formato das mamas ao longo do tempo.
Sim.
As mamas naturalmente apresentam diferenças de volume, formato, posição do mamilo, quantidade de pele e distribuição dos tecidos.
A colocação de próteses pode melhorar determinadas assimetrias, mas não torna necessariamente as duas mamas exatamente iguais.
Por isso, é importante diferenciar uma assimetria que já existia ou permaneceu estável depois da cirurgia de uma mudança que apareceu posteriormente.
Existem diferentes possibilidades.
Quando uma mama começa a apresentar formato, consistência ou posição diferente da outra, a avaliação precisa considerar tanto o implante quanto os tecidos ao seu redor.
Algumas situações que podem estar relacionadas incluem:
A aparência isoladamente não permite identificar a causa. Alterações diferentes podem produzir sinais semelhantes.
Pode.
A contratura capsular acontece quando a cápsula de tecido cicatricial formada naturalmente ao redor da prótese se torna mais espessa e se contrai.
Quando isso ocorre apenas de um lado, a paciente pode perceber que uma mama está mais firme ou endurecida que a outra.
Dependendo da intensidade, também podem aparecer mudança no formato, sensação de pressão, desconforto, dor ou alteração na posição aparente do implante.
Porém, uma mama mais firme não confirma sozinha o diagnóstico de contratura capsular.
Uma diferença na altura das mamas pode ter diversas explicações.
A própria anatomia pode apresentar assimetrias. Em outros casos, mudanças nos tecidos ou na cápsula ao redor do implante podem modificar a aparência da mama.
Na contratura capsular, por exemplo, a contração da cápsula pode alterar o formato e fazer com que o implante pareça estar em uma posição diferente.
Também existem situações em que ocorre uma mudança efetiva da posição da prótese.
A avaliação clínica é importante justamente para diferenciar essas possibilidades.
Quando essa diferença apareceu recentemente ou está aumentando, sim.
Uma mama pode parecer maior por mudanças na quantidade de tecido, inchaço, alterações relacionadas ao implante ou presença de líquido, entre outras possibilidades.
Também é importante considerar quando a cirurgia foi realizada.
No período inicial do pós operatório, as mamas ainda passam por edema e acomodação dos tecidos. Uma diferença percebida nesse momento deve ser analisada dentro do processo de recuperação.
Quando a assimetria surge meses ou anos depois de as mamas estarem estáveis, a situação é diferente e merece avaliação.
Não necessariamente, mas uma dor nova ou persistente deve ser investigada.
A dor mamária pode ter diferentes origens e nem sempre está relacionada ao implante.
Entretanto, quando ocorre junto com endurecimento, aumento de volume, mudança no formato ou outra alteração recente, é importante procurar o cirurgião para compreender sua causa.
A intensidade da dor também não permite determinar sozinha qual alteração está presente.
Pode haver alteração da posição do implante em algumas situações.
A estabilidade da prótese depende de diversos fatores, incluindo características dos tecidos, tamanho do implante, plano em que ele foi colocado e mudanças que aconteceram com as mamas ao longo dos anos.
Quando existe alteração de posição, a paciente pode perceber uma mama mais baixa, mais alta ou com o implante aparentemente deslocado para uma das laterais.
O exame físico ajuda a identificar se a diferença está relacionada à posição da prótese ou aos tecidos mamários.
Pode haver alterações relacionadas à integridade do implante, mas nem toda ruptura provoca uma mudança evidente na aparência da mama.
Os implantes atuais geralmente possuem gel de silicone coesivo. Por isso, uma alteração na prótese pode, em algumas situações, ser identificada inicialmente em um exame de imagem e não pela aparência.
Quando existe suspeita de ruptura, a avaliação médica pode indicar exames específicos para analisar o implante.
Sim.
Durante a gravidez, as mamas aumentam de volume em resposta às alterações hormonais. Na amamentação, cada mama também pode apresentar comportamento diferente.
Depois desse período, pode ocorrer redução do tecido glandular, flacidez ou mudança na distribuição dos tecidos.
Essas transformações podem tornar uma assimetria anterior mais evidente ou criar novas diferenças entre as mamas, mesmo quando as próteses permanecem sem alterações.
É recomendável procurar avaliação quando surgir uma mudança que não existia anteriormente, principalmente se ela estiver evoluindo.
Alguns sinais que merecem atenção são:
Esses sinais não determinam, por si só, o diagnóstico. Eles indicam que é necessário entender a causa da mudança.
O primeiro passo costuma ser a avaliação clínica.
O cirurgião compara as mamas, observa o formato, avalia a consistência dos tecidos e verifica a posição aparente dos implantes.
Dependendo do que for encontrado, exames de imagem podem complementar a investigação.
Ultrassonografia e ressonância magnética podem ser utilizadas em determinadas situações para avaliar os implantes e os tecidos ao redor deles.
A escolha do exame depende da alteração que está sendo investigada.
Não.
Encontrar uma assimetria não significa automaticamente que haverá indicação cirúrgica.
Primeiro é necessário identificar sua origem.
Algumas mudanças podem precisar apenas de acompanhamento. Outras podem estar relacionadas aos próprios tecidos mamários. Existem ainda situações em que uma abordagem cirúrgica pode ser considerada.
A conduta depende do diagnóstico, da intensidade da alteração, dos sintomas e das características de cada paciente.
Uma assimetria que sempre existiu e permanece estável é diferente de perceber que uma mama com prótese ficou diferente da outra depois de meses ou anos sem alterações.
Mudanças recentes de formato, consistência, volume ou posição merecem avaliação, principalmente quando acompanhadas de dor, endurecimento ou inchaço.
O objetivo da investigação é determinar se a diferença está relacionada à prótese, à cápsula que existe ao seu redor ou aos próprios tecidos mamários. A partir desse diagnóstico é possível definir se existe necessidade de acompanhamento ou alguma forma de tratamento.
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