A prótese de silicone e a gravidez podem coexistir, mas é importante entender que as mamas podem passar por mudanças durante a gestação e a amamentação. Essas alterações acontecem principalmente nos tecidos mamários, na pele e no volume das mamas, e não necessariamente na prótese. Depois desse período, algumas mulheres percebem flacidez, mudança de formato ou diferença de volume, enquanto outras apresentam poucas alterações.
Cada organismo responde de uma maneira. Por isso, não é possível prever exatamente como as mamas ficarão depois de uma gestação.
Durante a gravidez, o organismo passa por alterações hormonais que preparam as mamas para a amamentação.
A glândula mamária aumenta, o volume das mamas pode crescer e a pele precisa se adaptar a essa expansão.
Também podem ocorrer mudanças no tamanho e na coloração das aréolas.
Essas transformações acontecem tanto em mulheres com prótese de silicone quanto naquelas que nunca realizaram uma cirurgia mamária.
A gestação não aumenta ou diminui o volume do implante.
A prótese permanece com suas próprias dimensões, enquanto os tecidos que estão ao redor dela podem sofrer modificações.
Isso significa que uma mama que apresentava determinado formato antes da gravidez pode adquirir outro contorno depois das mudanças provocadas pela gestação e pela amamentação.
As alterações dos tecidos mamários podem modificar a relação da mama com o implante.
Quando existe aumento importante das mamas durante a gestação seguido de redução de volume após a amamentação, a pele pode apresentar maior flacidez.
Em algumas situações, a paciente pode perceber mudanças no contorno ou na posição aparente das mamas.
É necessário avaliar cada caso para identificar se houve uma alteração relacionada ao implante ou principalmente aos tecidos que o recobrem.
Em muitas pacientes, sim.
A possibilidade de amamentação depende de diferentes fatores e não apenas da presença do implante. A técnica utilizada na cirurgia, as características das mamas e a própria capacidade individual de produzir leite também precisam ser consideradas.
A prótese pode ser posicionada em diferentes planos, e o planejamento cirúrgico procura preservar as estruturas mamárias sempre que possível.
Ainda assim, nenhuma cirurgia mamária permite garantir previamente como será a capacidade de amamentação de uma paciente no futuro.
A prótese não "cai" simplesmente porque a mulher amamentou.
O que pode acontecer é uma mudança nos tecidos da própria mama.
Durante a gravidez e a amamentação, as mamas aumentam de volume. Posteriormente, podem diminuir novamente. Dependendo da elasticidade da pele e da intensidade dessas alterações, pode surgir flacidez.
Entre os fatores que podem influenciar essas mudanças estão:
Por isso, duas mulheres com próteses semelhantes podem apresentar comportamentos bastante diferentes depois de uma gravidez.
Podem.
Depois que o período de amamentação termina, ocorre uma redução do tecido glandular que havia aumentado durante a gestação.
Algumas mulheres percebem diminuição do volume da própria mama, especialmente na região superior.
Como o volume da prótese permanece o mesmo, pode mudar a maneira como os tecidos se distribuem sobre o implante.
Em outras pacientes, a principal alteração percebida é o excesso de pele.
Sim.
A prótese acrescenta volume à mama, mas não impede as alterações naturais da pele e dos tecidos ao longo da vida.
Se houver grande expansão durante a gravidez e posterior redução do volume mamário, a pele pode não retornar completamente à condição anterior.
O grau de flacidez depende das características individuais de cada mulher.
Sim.
As mamas naturalmente apresentam algum grau de assimetria, e as mudanças provocadas pela gravidez podem ocorrer de maneira diferente em cada lado.
Uma mama pode aumentar mais durante a gestação ou produzir maior quantidade de leite durante a amamentação, por exemplo.
Depois desse período, diferenças de volume, posição ou quantidade de pele podem se tornar mais perceptíveis.
Isso não significa necessariamente que exista algum problema com as próteses.
Não existe uma única resposta para todas as mulheres.
Uma paciente pode colocar prótese e engravidar posteriormente. Entretanto, se existe um planejamento de gravidez para um futuro próximo, é importante conversar sobre isso durante a consulta.
A razão é simples: a cirurgia pode proporcionar determinado contorno às mamas e uma gestação posterior pode modificar novamente os tecidos.
Dependendo das prioridades da paciente e do momento de vida, pode fazer sentido realizar a cirurgia antes ou esperar até depois da gestação.
Não necessariamente.
Ter engravidado não é, por si só, uma indicação para substituir o implante.
Depois que as alterações relacionadas à gestação e à amamentação estiverem estabilizadas, o cirurgião pode avaliar as mamas e verificar a condição das próteses.
Se os implantes estiverem adequados e a paciente estiver satisfeita com as mamas, uma nova cirurgia pode não ser necessária.
Quando a principal alteração é a flacidez, simplesmente trocar a prótese por uma maior pode não resolver a questão.
Dependendo da quantidade de pele e da posição das mamas, pode ser considerada uma mastopexia, cirurgia que permite reposicionar os tecidos e adequar o excesso de pele.
A mastopexia pode ser realizada com ou sem prótese, conforme a anatomia e os objetivos da paciente.
Em outros casos, nenhuma cirurgia adicional é necessária.
É importante permitir que o organismo passe pelo processo de redução do volume glandular e estabilização dos tecidos antes de definir uma nova cirurgia.
Não existe um intervalo único aplicável a todas as mulheres.
O momento adequado deve ser determinado durante a avaliação médica, considerando o término da amamentação, a estabilização do peso e as características das mamas.
Não existe um padrão.
Algumas mulheres apresentam poucas mudanças no contorno mamário. Outras podem perceber perda de volume da própria mama, flacidez, alterações nas aréolas ou maior assimetria.
A prótese de silicone não impede as transformações naturais que acontecem nas mamas durante a gravidez. O implante mantém seu volume, mas os tecidos ao seu redor podem se modificar.
Por isso, quando existe alguma insatisfação após a gestação e a amamentação, o primeiro passo é identificar exatamente o que mudou. A partir dessa avaliação é possível determinar se há necessidade de acompanhamento ou se algum procedimento pode ser considerado.
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